O Sistema Único de Saúde (SUS) dará um importante passo no tratamento de vítimas de queimaduras no Brasil ao começar a ofertar o transplante de membrana amniótica como alternativa terapêutica. A medida, anunciada recentemente pelo Ministério da Saúde, representa um avanço significativo na medicina regenerativa disponível na rede pública.
A membrana amniótica, que reveste a placenta durante a gestação, é rica em propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antimicrobianas. Seu uso já vinha sendo estudado em centros de excelência pelo país e, agora, será incorporado de forma oficial aos protocolos do SUS, inicialmente em unidades de referência em queimaduras.
O tratamento é indicado principalmente para queimaduras de segundo e terceiro graus e pode reduzir drasticamente o tempo de internação, a necessidade de enxertos de pele e o risco de infecções. Além disso, por ser uma alternativa biológica, apresenta menor rejeição pelo organismo do paciente.
Especialistas da área de saúde celebram a medida como um marco da medicina pública brasileira. A expectativa é que, com a ampliação do acesso a essa tecnologia, milhares de pacientes possam ter uma recuperação mais rápida, menos dolorosa e com melhores resultados estéticos e funcionais.
O Brasil se posiciona, assim, entre os países que investem em inovação para ampliar o alcance e a qualidade da saúde pública, reafirmando o compromisso do SUS com tratamentos cada vez mais eficazes e humanizados.