O estado de Goiás decretou, nesta quarta-feira (3), estado de emergência em saúde pública devido ao expressivo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida foi tomada após um crescimento alarmante na ocupação de leitos hospitalares, tanto clínicos quanto de terapia intensiva (UTI), atingindo níveis críticos nas unidades de saúde públicas e conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Saúde explicou que o aumento da demanda por internações gerou impacto direto sobre a capacidade de atendimento das instituições, com risco iminente de colapso em diversas regiões do estado. O decreto de emergência permite maior agilidade na alocação de recursos, contratação de profissionais e aquisição de insumos, além de facilitar parcerias emergenciais com hospitais privados.
A SRAG, que engloba quadros severos de infecções respiratórias — muitas vezes associadas a vírus como influenza, coronavírus e outros agentes virais e bacterianos —, tem preocupado autoridades sanitárias em todo o país, especialmente durante o período de sazonalidade de doenças respiratórias.
Hospitais goianos já registram sobrecarga nas unidades de pronto atendimento e nos serviços de referência em pneumologia e infectologia. Especialistas alertam para a importância da vacinação, uso de máscaras em ambientes fechados e adoção de medidas preventivas, como higiene das mãos e ventilação dos espaços.
A situação em Goiás serve de alerta para outros estados, diante da possibilidade de disseminação acelerada de agentes infecciosos. O decreto é visto como uma tentativa de conter a crise antes que ela se transforme em uma tragédia de proporções nacionais, como já visto em ondas anteriores de doenças respiratórias.
Com a saúde pública em alerta máximo, o momento exige união entre gestores, profissionais da saúde e população para enfrentar mais uma ameaça ao sistema sanitário brasileiro.