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Tesouro da 18ª Dinastia: Arqueólogos Revelam Anel de Proteção Egípcio de 3.400 Anos

Peça em Faiança Azul com Figura de Gato Remonta ao Novo Reino e Evidencia o Poder Simbólico da Deusa Bastet.

Publicada em 03/12/25 às 08:36h - 37 visualizações

por Poliane de Sá.


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 (Foto: internet)
Uma impressionante peça arqueológica, um anel de proteção egípcio de aproximadamente 3.400 anos, foi revelada, fascinando historiadores e o público. Confeccionado em faiança azul — um material cerâmico não-argiloso valorizado por sua cor vibrante que remete ao Nilo e à vida —, o artefato traz a figura de um gato, um animal sagrado no Egito Antigo. Datado de cerca de 1390 a.C., o anel pertence à época de ouro da 18ª Dinastia do Novo Reino, e reforça o conhecimento sobre a importância da proteção e do simbolismo religioso na vida cotidiana da elite egípcia.
O Significado do Gato Azul
A escolha da faiança azul-turquesa para o anel não é acidental. Esta cor tinha um profundo significado simbólico para os egípcios, representando a eternidade e a regeneração.
A figura do gato, ou de outras formas felinas, era intimamente associada à deusa Bastet.
Bastet era uma divindade protetora, ligada à fertilidade, à graça e à proteção do lar e das mulheres.
Anéis, amuletos e outros objetos portáteis com efígies de felinos eram, portanto, usados como talismãs de proteção pessoal contra o mal e doenças.
A 18ª Dinastia (c. 1550–1295 a.C.), período ao qual o anel pertence, foi uma das eras mais prósperas e culturalmente ricas do Egito, marcada por faraós como Tutmés III e Amenhotep III. A sofisticação técnica para criar peças detalhadas em faiança durante este tempo demonstra o alto nível de arte e artesanato alcançado.
Um Testemunho do Cotidiano e da Fé
Este anel é um excelente exemplo de como a fé e a mitologia egípcia estavam intrinsecamente ligadas ao cotidiano. Longe dos grandes templos e tumbas, ele representa um elo tangível com as crenças e superstições dos indivíduos que o usavam.
A preservação do artefato por mais de três milênios oferece uma janela valiosa para a joalheria da época, confirmando que a moda e a devoção andavam de mãos dadas. As descobertas de anéis de faiança e objetos da 18ª Dinastia continuam a enriquecer nossa compreensão sobre a complexa sociedade do Novo Reino, seu sistema de crenças e a veneração duradoura por figuras como a deusa Bastet.



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