A estrutura de poder na Venezuela apresenta uma nova configuração nesta semana com a ascensão de Delcy Rodríguez à chefia interina do Executivo nacional. A movimentação política é uma consequência direta da operação realizada pelos Estados Unidos que resultou na detenção de Nicolás Maduro, agora sob custódia em Nova York para responder a processos criminais. Rodríguez, que já ocupava a vice-presidência, assume o comando com o objetivo de assegurar a continuidade do projeto chavista diante de um cenário de incerteza institucional.
No exercício de suas novas funções, a presidente interina mantém um posicionamento de confronto aberto com a administração dos Estados Unidos, classificando as ações estrangeiras como uma violação da soberania do país. Os dados atuais indicam que o governo de Rodríguez prioriza o alinhamento com as cúpulas militares e o controle da Assembleia Nacional — presidida por seu irmão, Jorge Rodríguez — para consolidar sua autoridade interna. Em seus pronunciamentos oficiais, ela reforça a narrativa de que o antigo mandatário é mantido como "refém" político, buscando mobilizar a base de apoio popular.
Enquanto a nova gestão tenta estabilizar a administração pública, analistas internacionais observam o desenrolar das políticas de segurança nas fronteiras e o impacto das sanções econômicas sob este novo comando. O governo de Delcy Rodríguez enfrenta o desafio imediato de gerir a crise de abastecimento e a pressão externa, enquanto o destino judicial de Maduro em solo americano permanece como o principal ponto de atrito na política externa venezuelana.